Em comunhão com a Santa Igreja

Guiados pelos nossos pastores, vivendo a partir da Palavra de Deus, da Eucaristia e do mistério da Cruz de Cristo

Em Cristo instrumento de comunhão

A Igreja é em Jesus Cristo, “o sinal e o instrumento da íntima união com Deus, bem como da unidade de todo o gênero humano” (LG 1). Os membros da Obra dos Santos Anjos trabalham, com a ajuda de Deus e apoio dos seus Anjos da Guarda, “na missão apostólica da Igreja para a regeneração dos homens” (LG 65).

A Adoração

Ela exprime-se no amor pela oração, no diálogo com Deus, na adoração de Jesus na Santíssima Eucaristia, e de maneira especial, na participação, quanto possível, diária na Santa Missa com a comunhão eucarística (cf. SC 48). Queremos viver constantemente na presença de Deus, segundo o exemplo e com a ajuda do santo Anjo da Guarda e, deste modo consagrando “o próprio mundo a Deus, como adoradores, sempre agindo santamente” (LG 34).

Ancorados ao coração do corpo místico de Cristo

Em todas as suas iniciativas, a Obra dos Santos Anjos se move a partir do centro da Santa Igreja. Os membros ancoram as suas vidas e o seu trabalho no coração do corpo místico de Cristo, no qual Deus – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – vem ao encontro dos homens e se une intimamente a eles: na Eucaristia, na Palavra de Deus (cf. Jo 14,23) e no mistério da Cruz de Cristo (cf. Jo 12,32).

Em comunhão com os Pastores da Igreja

Com obediência disponível e atenta, com o zelo santo e com exemplar fidelidade à Santa Igreja e aos seus ministros legítimos, a Obra dos Santos Anjos quer ser sempre um exemplo para todos.

A Sagrada Eucaristia

Na celebração da Eucaristia, o nosso Salvador perpetua “o sacrifício da Cruz ao longo dos séculos até ao seu regresso” (SC 47). Assim, “participando realmente do corpo do Senhor, somos elevados à comunhão com Ele e entre nós” (LG 7, cf. SC 48). Este alimento divino nos transforma e cada vez mais aproxima de Deus pois “a participação do corpo e sangue de Cristo não é outra coisa se não mudar-nos naquilo que recebemos” (LG 26).

Cada membro deseja cada dia o Pão eucarístico como verdadeira comida e recebe-o com profunda reverência e íntimo desejo do coração. Na Eucaristia, nós contemplamos o amor divino que se despe por amor de nós, sempre presente diante dos nossos olhos e objeto da nossa adoração perpétua.

A Sagrada Eucaristia desperta e alimenta o amor destinado a tornar-se “força motriz” de todas as nossas ações. O amor coloca Deus no centro da nossa vida e torna-nos disponíveis para a salvação das almas.

A Palavra de Deus

A Palavra de Deus escrita e transmitida “é o apoio e vigor da Igreja e para os seus filhos, a força da sua fé, o alimento da alma, a fonte pura e perene da vida espiritual” (DV 21). “Assim, Deus que falou no passado, continua a falar com a esposa do Seu Filho amado”. “O Espírito Santo introduz os fiéis na verdade total e faz viver neles a palavra de Cristo em toda a sua riqueza (cf. Col 3,16)”. A voz do Evangelho através do Espírito “ressoa na Igreja e por meio desta no mundo” (DV 8).

O conhecimento profundo da Sagrada Escritura e da doutrina da Igreja (cf. DV 10) é um dever para os membros da OA. Fazem da Palavra de Deus o objeto do seu estudo e meditação diária e comprometem-se para que na imitação da Palavra Divina as próprias palavras sejam sempre claras, verdadeiras e transparentes (cf. Mt 5,37; Ef 4,25).

A Santa Cruz

“Do lado de Cristo morrendo na cruz deu origem o admirável sacramento de toda a Igreja” (SC 5). “A Cruz é a superabundância do amor de Deus derramado sobre este mundo” (VC 24). Através da cruz, sinal e instrumento da nossa redenção, fomos reconciliados com Deus (Ef 2,16), Ele que em Cristo quer unir tudo o que está no céu e na terra (cf. Ef 1,10; Col 1,20).

Por isso, a cruz está no centro da Obra dos Santos Anjos e de nossas vidas!

Cada semana comemoramos com gratidão e profunda participação o sofrimento e a morte redentora de Nosso Senhor: a Passio Domini Nostri Jesu Christi – a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Na noite de quinta-feira, observamos, se possível, uma hora santa e colocamo-nos em adoração, contemplação e intercessão, para vigiar pelo menos uma hora com Ele (cf. Mt 26,40) que no Getsêmani aceita o cálice das mãos do Pai (Cat., 612). A nossa intercessão é pelas intenções da Igreja, especialmente pelos sacerdotes e pessoas consagradas.

A sexta-feira é santificada como dia da cruz, do arrependimento e da graça (Cat., 1438; cân. 1250). Os membros meditam a Via Crucis do Senhor e as Suas últimas palavras na Cruz. Dedicam entre as 12 horas e as 15 horas (cf. Mt 27,45-50; Jo 19,23-30) um tempo razoável para a intercessão e adorante contemplação de Jesus morto na cruz por nós.